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27/12/2012

Retrospecto - Se chorei ou se sorri...

Em meu último post, já havia feito uma despedida, acreditando, pelo meu próprio retrospecto, que não voltaria aqui antes do fim do ano. Mas voltei. Metamorfose ambulante, vocês sabem. Voltei porque assistindo alguns vídeos e lendo alguns textos, resolvi fazer uma pequena retrospectiva do meu ano. 

Dessa vez quero lembrar meu ano através de algumas coisas que me emocionaram.

11/04/2012

O Fantástico Mundo de Jader no Purgatório da Beleza e do Caos - Ano I

Coisa mais linda, cheia de graça...
Foto belíssima do amigo Weder Ferreira

Há exato um ano, saí de casa rumo ao que muitos chamavam de "ilusão". Aquela cidade cheia de encantos mil seria inverossímil fora das lentes ficcionais de Manoel Carlos. Outros, e essa ala também era grande, acreditavam que eu estava cometendo uma loucura. Trocar a cidade pequena, os amigos tão próximos, o aconchego da família, pela metrópole conturbada que viam nos jornais não podia ser uma decisão sábia.

Não tiro a razão de um grupo nem de outro.

Encontrei a ilusão. Nas esquinas do Morro, nas ruas da Lapa, na Quinta lotada para gritar a Consciência Negra, na Casa Verde em que estou internado desde que cheguei aqui, nos bares, nos lares, estádios, nas amizades que fiz.

Encontrei também a realidade, nua e crua, bem ao gosto do freguês: os racistas escondidos na sacristia, os mesmos de sempre fazendo os mesmos de sempre com os mesmos de sempre, a política em sua pior forma, o garoto que revirava o lixo à procura de comida, o garoto maltrapilho que me levou vinte reais na saída da rodoviária, o esgoto, o descaso, a mentira.

[pobreza de espírito essa nossa mania de achar que a felicidade é ilusória enquanto a crueza da vida, somente ela, pertence ao mundo real]

Eu e os melhores momentos, ao lado das melhores pessoas

A vida deu um giro e a impressão é que vivi mil anos em 365 dias. Envelheci. Rejuvenesci. ♪ Mudaram os horários, hábitos, lugares, inclusive as pessoas ao redor / São outros rostos outras vozes, interagindo e modificando você 

Mas acho que as experiências, os fatos, as emoções deste último ano já estão devidamente registradas neste blog (pode ler aqui, ou aqui, ou então aqui, ou mesmo aqui, se quiser aqui, aqui uma vez mais, e em muitos outros). Neste post quero sobretudo agradecer publicamente:

- aos que, concordando ou não, respeitaram minha decisão e compreenderam o quão importante para mim era vir para cá (mãe, pai, Vini, Bia);

- àqueles que me fizeram sentir em casa aqui (Anderson, Anelise, Clarissa, Isis, Mari, André, Bruno, Lu, Tete, Vivian, Ricardo, Jo, Livia, Tati, Aline, Victor e, claro, Borel);

- aos que me ajudaram de alguma forma neste processo (Gabriel, Léo, Pingo, Sheila, Lucas, Ana, Mads, Dona Helena);

- e à todos, enfim, que me fazem sentir saudade imensa de Volta Redonda (Giovana, Ricardo, Fernanda, Tássila, família, JC, Jo, garoto que roubou o coelho na Praça Brasil - porque, na moral, tem coisas que só acontecem em VR! rs).

Obrigado a todos - e especialmente aos que esqueci de listar, mas de antemão já me perdoaram!

E aos que tinham medo, aos que tinham dúvidas, quero tranquilizá-los. A cidade que sempre sonhei, sempre amei e sempre desejei viver é ainda melhor do que eu poderia imaginar. 

Por que escolhi esta foto para encerrar? Não sei. É na Providência,
só para constar. E foi espontânea. Gosto dela.

29/12/2011

O Ano 11

(há uma série de links perdidos em todo o texto. Dezenas, para falar a verdade. Deu muito trabalho. Fico agradecido se você olhar pelo menos um, rs.)

Eis o resumo do ano que se passou:

Vi Hair e quis ser hippie. Vi Janelle Monàe, Seu Jorge, Caetano e Racionais, Stevie Wonder. Vi Woody Allen, O Palhaço, os Lindos Lábios de Camila Pitanga.


Conheci Mari, Isis (direto do Acre), Lívia e . Conheci Pankinha, a quem já havia sido apresentado por Eliane Brum um ano antes, mas que passei a chamar de amigo.

Chorei como poucas vezes havia chorado. De saudade. De medo. De amor. Do mundo racista. De alegria também. De histórias bobas contadas na tela – e de outras nem tão bobas assim narradas nos telejornais.

Escrevi, pois este é o meu ofício, minha paixão, minha arte. Escrevi no jornal uma das reportagens que mais me deram orgulho nestes poucos anos de repórter, nos relatórios sem fim do novo trabalho, no blog, que tem sido meu maior refúgio nestes tempos metamórficos.

Experimentei os sopros de novidade da metrópole tropical: os sambas nas quadras, o por do sol na praia, os papos nos botequins. Experimentei dizer não, brigar pelo que acredito, fazer cara feia. E gostei.


Foi um ano cheio. Mas apenas um avant-première do que se aproxima. 2012, este sim, será um ano de profundas mudanças. A começar pelo casamento, a continuar pelo Mestrado, e por aí vai. Espero sobreviver a ele. Espero que seja parecido com o que se passou, em que tanto vi, mudei, conheci, chorei, escrevi, experimentei, descobri, ri, amei, dancei, beijei, bebi...

Vivi!

(Ei! Os links perdidos não são apenas os três ou quatro que estão na cara, não! Procura mais! rs)