(Trecho atualizado no fim do texto)
Eu na Sapucaí em 2008
Enquanto os Jingle Bells e as canções natalinas de Simone embalam o fim de ano nestas terras tupiniquins, é outro som tem rodado à exaustão na minha vitrola ultimamente: samba. Sambas-enredo do Carnaval Carioca de 2012, para ser exato.
Os que rotineiramente acompanham este blog sabem o quanto
gosto de carnaval. Antes mesmo de me apaixonar pelo samba, já era fã da festa momesca em seu estilo mais tradicional. Acompanho os desfiles das agremiações cariocas desde cedo. Lembro com perfeição do título de minha amada Mocidade Independente de Padre Miguel em 1996, quando ainda tinha oito anos. Da alegoria que me fascinou com Adão e Eva da forma com que vieram ao mundo, do samba (ah, o samba!) que proclamava que a Mocidade seria a bomba a explodir naquele carnaval para levantar nosso astral.
Desde aí, acompanho com bastante atenção o carnaval. Xinguei a Viradouro por ter roubado (com méritos!) o bi da Mocidade em 97; me encantei com os sapos que abriam passagem um grande Villa Lobos em Padre Miguel; vaiei a Imperatriz, como toda a Sapucaí, por seu "desfile técnico" que a levou ao tricampeonato; deslumbrado, assisti ao magnífico Grande Circo Místico e a posterior saída do mestre e ídolo Renato Lage - e no meio disso, uma arrasadora e iluminada Mangueira, que invadiu o Nordeste, cabra da peste; vibrei com Paulo Barros e sua ousada irreverência; chorei pela decadência da minha escola; lamentei por cada segundo perdido pelo Salgueiro que fazia um desfile magnânimo exaltando o cinema nacional; e assisti, enfim, o maior espetáculo da Terra duas vezes ao vivo: 2008 e 2009.
E a todos esses momentos, inesquecíveis para mim, tenho certeza, de antemão, que em breve se juntará outro: espero que todos reservem as noites de 19 e 20 de fevereiro em seus calendários pois está para vir o maior carnaval dos últimos (muitos) anos na Sapucaí. Anotem o que digo. E justifico: