08/07/2011

As lições do Congresso - Pt. 2

Tudo o que vem escrito “parte 1” terá uma “parte 2”. Nada mais lógico e óbvio.
Eis, então, a segunda parte do meu apanhado de frases do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (para saber mais, leia o post anterior):


“Nunca foi melhor querer ser jornalista do que hoje. Podemos ser os protagonistas desse mundo novo”
Rosental Calmon Alves, otimista sobre as novas tecnologias da informação

“O que eu mais ouço é mentira. As pessoas mentem muito para mim”
Renata Lo Prete, sobre a relação com as fontes

“Sempre desconfie daquele que te oferece a informação. Em geral, as melhoras notícias são aquelas que você vai atrás”
Gerson Camarotti (O Globo)

“Cada vez mais é preciso treinar jornalistas para perceber as coisas onde aparentemente elas não estão (...) O leitor tem o direito de saber o que fazem com a paixão dele”
Juca Kfouri (ESPN), sobre a cobertura dos bastidores do mundo esportivo

“Não devemos nos esquecer da regra de ouro: siga o dinheiro”
Matheus Leitão (Folha), sobre a cobertura dos escândalos políticos

“Nós contamos a história do Brasil contemporâneo, o que produzimos é documento histórico. O jornalismo convencional tem deixado a maior parte das pessoas que constroem a nossa história de fora”.
Eliane Brum, sobre sua busca por retratar a vida cotidiana

“O futuro finalmente chegou”
Brant Houston

“Os deuses do jornalismo, se existem, estão sendo muito generosos com o Brasil”
Fernando Rodrigues (Folha), comparando a crise vivida pelos impressos nos Estados Unidos e a boa fase dos veículos tupiniquins

“Infelizmente, muitos jornalistas têm fascínio pela ‘estética da guerra’”
João Paulo Charleaux (IG)

“As brigas políticas dizem respeito à vida das pessoas, não está apenas no plano simbólico, mas também no material. Se não estamos conseguindo explicar isso ao leitor, então é uma falha nossa”
Renata Lo Prete

“O erro no jornalismo não tem reparação. Por isso que a gente precisa ter cuidado. O que se escreve, está escrito”
Eliane Brum

4 comentários:

Gabriel Araujo disse...

que estética da guerra é essa que o cara ta citando? tem como só contextualizar pra eu poder opinar... rs porque de primeira impressão acho que discordo.

Jader Moraes disse...

Estava falando sobre a relação entre a imprensa e o exército. Jornalistas que gostam de chegar aos locais de conflito nos tanques do exército, tirar foto ao lado do fuzil.
E por aí...

Giovana Damaceno disse...

Por que tenho a sensação de que as discussões ficaram apenas na superfície?

Jader Moraes disse...

Talvez seja porque meu relato tenha sido superficial. As discussões foram boas, algumas profundas, com muito espaço para interação, questionamentos...
Gostei muito do Congresso. Muito mesmo. Mais do que achava que fosse gostar!