16/03/2012

Amenidades

Voltei. Andei meio sumido do blog, das redes sociais, do mundo virtual. A vida real anda muito corrida, sobra pouco espaço para essa aqui. Nesse tempo, tive muita vontade de dizer ao mundo algumas coisas – porque, afinal, é para isso que se escreve aqui, não? Para que o mundo leia nossos anseios, angústias, reflexões, devaneios. Ainda que o mundo se resuma aos seus habituais cinco ou seis leitores.

Quem acha o contrário que escreva seus textos em um caderno! Eu mesmo tenho um em que escrevo o que não quero (ou não posso) escrever aqui. Escrevo só para mim mesmo. Abro de vez em quando. Leio. Risco. Avalio. Comento – no próprio caderno. Mas aqui não! Aqui escrevo o que quero público, o que quero expor, o que o mundo pode ler.
Um dia terei coragem de publicar aqui alguns textos de lá. Tem um, aliás, que valeria a minha cabeça (e confesso que posso estar exagerando para supervalorizar meu caderno). Mas hoje não! Hoje quero escrever apenas amenidades. E vamos a elas, depois deste preâmbulo inútil:
Oscar
Paguei minha dívida com o Oscar no último fim de semana. Fui assistir três dos principais filmes que concorreram à premiação este ano: O Artista, A Invenção de Hugo Cabret e A Dama de Ferro. Os três são ótimos filmes, especialmente os dois primeiros, ambos uma homenagem ao cinema e ao encantamento que sua magia produz em nós, espectadores (o terceiro vale sobretudo por Meryl Streep).

Carnaval
É péssimo para o carnaval que aconteça o que aconteceu este ano: um abismo entre o resultado oficial e a opinião popular. A Vila Isabel foi consagrada por público e crítica (que nem, sempre combinam), mas os julgadores não enxergaram o mesmo desfile. E o que foi pior este ano é que a discrepância entre público e jurados não esteve restrito ao topo do pódio, como já aconteceu outras vezes. Desta vez, o resultado foi contestado do início ao fim.
A Portela não merecia apenas o sexto lugar. E a Mangueira? Quem faz o que a Mangueira fez na e com a Sapucaí na segunda de carnaval não pode ficar fora do desfile das campeãs. Ainda mais com uma inexplicável Grande Rio entre as primeiras (enredo fraco, samba fraquíssimo, desfile morno).
Isso sem contar os injustificados nono e décimo-primeiro lugares de Mocidade e São Clemente, respectivamente. A Liesa precisa rever já este modelo de julgamento e o próprio corpo de jurados. Um belíssimo carnaval como foi o deste ano não pode terminar tão lacônico na quarta de cinzas.

Rio
E não é que mês que vem faz um ano que estou morando no Rio? Incrível como voa. Mas não vou escrever nada agora não, porque a data vai merecer um texto específico. Apenas é bom registrar: não era apenas uma ilusão.

Jogo
E o Flamengo, hein? Peguei ônibus, peguei trânsito, peguei chuva e fui ao Engenhão. Ah, Flamengo! Como escrevi há pouco no facebook e reproduzo aqui:
Torcer para um time é tão desgastante, demanda tanta energia, que às vezes me pergunto se não seria melhor ser indiferente, assitir SBT às quartas à noite, simplesmente não torcer. Mas isso não é algo que se escolhe. Felizmente.

Mestrado
Começou! Mas esta não é uma amenidade. Estou adorando. Só que não é amenidade, fato! Ou seja, fora daqui!

Mais
Tinha mais coisa que queria falar. Mas chega. Hora de desligar os motores. Deixa para a próxima. Quem sabe não vem aquele do caderno?

2 comentários:

Giovana Damaceno disse...

Faz falta.

Gabriel Araujo disse...

que venha o caderno! deve estar no mínimo interessante.