03/02/2011

Como se não houvesse amanhã...

"Não se ama porque é fácil; ama-se porque é preciso"
Pe. Zezinho, SCJ

O último post do blog da titia, sobre o grandioso trabalho realizado pela galera do Loved – grupo do qual um dia quero fazer parte –, me impulsionou a escrever este pequeno texto.

Na verdade, um comentário do Calino, no tal post, foi o que me despertou para uma coisa: os maiores revolucionários que já pisaram nesta Terra, de Cristo a Guevara, passando por Francisco de Assis e Mahatma Gandhi, pregavam uma revolução muito simples – a do Amor.

Acima dos dogmas religiosos, ideológicos ou culturais, o que une todas essas figuras emblemáticas é justamente a vontade de construir uma sociedade do bem comum, do fazer o bem sem olhar a quem, do amai ao próximo como a si mesmo.

Não foi Jesus Cristo quem pregou que o maior mandamento era o amor? Gandhi não declarou que não existia nada mais importante que o calor do coração? Francisco, o pequeno gigante de Assis, não dedicou sua vida inteira a isso?

E chegamos a Che, o guerreiro, o revolucionário, homem forte, líder de uma legião de jovens idealistas. O que foi que ele disse? O que pregou? Nada menos que isso: “Devo dizer, correndo o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionario é movido por grandes sentimentos de amor”.

Amar, essa é a revolução. Amor, pois, não é só um sentimento. É uma ação. Amor é prática, minha gente. E é essa prática, e somente ela, que pode realmente mudar o mundo. Parece piegas, mas essa me parece ser a verdade fundamental (a minha, ao menos).

01/02/2011

Sarney é um símbolo, assim como o ato de destruí-lo (II)

Escrevi esse texto em julho de 2009. Infelizmente, poderia ter escrito hoje.
Só para atualizar: na época, havia um movimento que pedia sua renúncia da presidência do Senado, por conta da crise com os atos secretos.
Vou repetir o texto. Sem nenhuma alteração. Infelizmente, repito, é atualíssimo!
(a imagem também é a mesma)



Não acho que o Sarney é o maior culpado pela crise no Senado. Muitos outros fatores explicam a situação de descrédito que a casa chegou. Mas acho que ele deve renunciar, é o melhor a ser feito.

Sarney é um símbolo. Símbolo do atraso, do arcaico, do pior que existe na política brasileira. Sua eleição para a presidência do Senado simbolizou um passo atrás da política brasileira. Derrubar esse símbolo pode ser um recomeço nas relações do Senado com a Opinião Pública.

Sarney está certo quando diz que a crise não é dele, é do Senado, pois não é correto personificar uma instituição - e que instituição!
Mas sua saída é um ato simbólico que certamente irá representar uma mudança de rumo, um avanço, uma esperança. A queda de Sarney é o símbolo de um nova democracia - sem coronéis, sem mandatários, sem salafrários.

OBS.: Um símbolo apenas, minha gente. Tem muita gente ruim lá, pior que ele até. Mas derrubar o símbolo é o primeiro passo. Um passo que, contariando o ditado, tem que ser dado com o pé esquerdo (Acorda PT, acorda Lula!!!!!)

Julho, 2009

25/01/2011

Circo?

De um gaiato, na comunidade de Volta Redonda no orkut, ao responder sobre a existência de um Escola Circense no município. Vale a pena pela crítica e criatividade:


Funciona no Teatro do Aço, que é ao lado do Aeroporto da cidade.
Para chegar, é mais rápido pela rodovia do contorno.
Se vier de fora, desce na parada do Trem Bala.
Tem toda estrutura possível, inclusive apoio de profissionais do Hospital Regional.
Os artistas ali formados tem pautas e empregos garantidos, graças ao grande esforço da Secretaria de Cultura em fomentar a prata da casa.
Maiores informações, pode buscar no quiosque turístico da área expandida do Sider Shopping.


[pra quem não é daqui, uma explicação: o cara conseguiu reunir um uma única resposta os principais projetos prometidos há anos para a população e não tirados do papel - ou, mesmo que tirados do papel, ainda muito longe de se concretizarem... São as lendas da cidade, em resumo]

19/01/2011

Salvem os cachorros!

Cachorro comoveu o Brasil por estar velando o túmulo de seus donos.
Depois, descobriu-se que a história era falsa.

Com todo o respeito ao melhor amigo do homem, o que está acontecendo na Região Serrana é lamentável: falta água potável para a população, sobra nos abrigos caninos. Tem algo errado, não?

Uma reportagem transmitida um telejornal noturno despertou minha atenção para isso. As cenas, no entanto, não representaram nenhuma novidade – apenas explicitam um comportamento que me choca faz tempo.

Sim, existe uma filosofia em curso que privilegia os cães sem dono em detrimento às crianças órfãs. A sensibilidade está muito mais apurada quando se trata dos filhotes que dos bebês. Se a comparação é com um jovem ou adulto então...

Presenciei isso há alguns anos. Tinha uma amiga na Escola Técnica de alma muito nobre e um coração enorme. Mas mendigos, moradores de rua e até mesmo crianças não lhe chamavam muita atenção. Já os cachorros...

E ela tinha a justificativa na ponta da língua: “Os bichinhos não pediram para nascer, não quiseram estar ali. Os homens estão ali porque querem, não trabalham, não correm atrás”. Era esse o raciocínio.

Talvez nem todas as visões sejam extremistas a este ponto. E não há mal algum em gostar (amar, cuidar) de animais – eu mesmo tenho um cachorro muito querido. Mas acho que tem limites!

Aos animais, o que lhes é de direito: carinho, atenção, cuidado. Qualquer coisa que ultrapasse isso, me parece exagero. Em situações extremas como a de Friburgo e adjacências, me cheira a falta de sensibilidade.

Cachorros podem beber água da chuva (ainda que não seja o desejável). Homens precisam de água potável. Centenas de litros d’água encaminhados aos cães, enquanto na esquina ao lado crianças choram por uma gota de qualquer líquido que seja, é uma inversão de prioridades que não consigo entender.

Todo carinho aos leais amigos, mas toda ajuda financeira a quem de fato precisa. A Região Serrana precisa neste momento de comida, água e roupas. Não de ração.

11/01/2011

Dia de festa!

O craque abraça "a craque": Patrícia Amorim e diretoria do Fla deram show de profissionalismo

O presidente do Corinthians disse que Ronaldinho ficaria muito longe do Rio. A diretoria do Grêmio alugou caixas de som. O presidente do Palmeiras anunciou o acerto uma duas ou três vezes. A do Flamengo, ficou calada. A primeira declaração oficial veio na sexta. No sábado, o Milan anunciou que o craque era do Flamengo.

A partir do acordo selado com o clube carioca, Grêmio e Palmeiras disseram que “desistiram” do negócio. Coletiva com a imprensa, nota oficial no site, xingamentos a Assis, só não admitiram o óbvio: jogaram a toalha porque haviam perdido o negócio. O Gaúcho escolhera o Fla. E ponto.

E aí a “novela” ganhou capítulos finais na segunda-feira – não sem antes o fanfarrão do André Sanchez dizer que daria R$ 1,8 mi por mês a Ronaldinho e insinuar que o Flamengo só levara porque o “timão” não entrara na negociação ainda.

Enfim, porque estou contando todos os capítulos da saga e novela (chata, admito)? Sobretudo para exaltar a sobriedade da diretoria do Flamengo na condução do caso. Os negócios começaram ainda no meio do ano passado. As mesmas garantias que Assis deu para Grêmio e Palmeiras, que entraram na parada depois, foram dadas ao Fla – só que, ao contrário das demais diretorias, a rubro-negra não anunciou nem montou festa precipitadamente para o craque.

Não sei o que Assis realmente fez ou deixou de fazer. Acredito, pelos relatos, que realmente agiu de forma equivocada. Foi antiético, dizem alguns. Mas, se foi, foi com os três clubes – e apenas um não se deixou ludibriar com as estratégias do empresário.

Enfim, parabéns Patrícia – presidente que eu levo a maior fé – e parabéns Nação! Contra toda a torcida adversária, que não tem metade da nossa força, o craque é nosso!

[Os arco-íris] Podem dizer que há muito tempo RG não joga nada (no que eu discordo totalmente), podem secar a nova contratação do Fla, podem exibir seus recalques e preconceitos... mas o fato é um só: as maiores contratações da história do futebol brasileiro têm carimbo rubro-negro. E Ronaldinho chega para abrilhantar essa galeria.

É dia de festa! E deixemos que chorem os que não alcançaram essa glória. É só o que lhes restam...

06/01/2011

Inspiração, cadê você?

Sem inspiração. É assim que me encontro. Para apurar, para escrever, para sentar na cadeira em frente ao meu computador. Não sai nada que seja digno de ocupar este espaço.

O ano novo começou e com ele muitas esperanças. Acho que esse será um ano especial. Daqueles inesquecíveis. E tenho bons motivos para apostar nisso.

A semana também está ótima, obrigado. Uma preocupação aqui, outra ali (e uma outra que vai e vem, vai e vem), mas está tudo correndo na maior normalidade. Tudo bem.

Mas tem algo que me inquieta. Aliás, que não me inquieta, que tem me dado um ar meio blasé nesses últimos dias. Sim, o desânimo bateu por aqui – e não dá sinais de que vai embora tão cedo.

E o desânimo traz consigo uma série de elementos terríveis. Incluindo aí, com muito pesar, a tal da falta de inspiração que falei no início deste texto (uma verdadeira praga para qualquer jornalista).

Mas vai passar... até uva passa, não é isso que diz a piada mais medíocre que consegui lembrar agora? Até mesmo – e subo consideravelmente de nível aqui – eu passarinho, não é Mario Quintana? Passará. Passarei.

E enquanto não passa (e enquanto não passo) vou buscando a inspiração que não vem simplesmente para dizer um oi por aqui. E desejar um ótimo ano para todos.

Um ano de paz, saúde, felicidade, dinheiro, realizações e... inspiração. Muita inspiração!

30/12/2010

As Melhores Coisas do (meu) Ano

Para encerrar o expediente no blog esse ano, dei uma de crítico. rs
Vi listas pra cá, li listas pra lá e resolvi fazer a minha própria lista. É opinião, apenas. Nada técnico ou profissional – até porque não tenho cacife pra isso. Coloquei aqui o que mais gostei de ver/ler/ouvir em 2010.
Elegi um “melhor” em cada categoria. E fica como dica. E aceito dicas também.

Enfim, bom 2011 para todos.
Será o melhor ano de nossas vidas!

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Filme: As melhores coisas do mundo



Ok, Tropa de Elite é uma mega produção e Harry Potter o filme que esperei por muitos meses. Adorei os dois. Tropa pela coragem, HP pela fidelidade. Foram destaques de um ótimo 2010. Mas o filme que mais me surpreendeu este ano foi esse aí em cima.
Sim, é um filmezinho adolescente. Mas é mais que um filmezinho adolescente.
Roteiro dinâmico e bem costurado, atuações seguras, discussões muito maduras. Foi uma bela surpresa. Fui pro cinema pensando em ver um bom filme. Saí com a sensação de ter visto um longa acima da média.
A direção é da ótima Laís Bodanzky, do também ótimo O Bicho de Sete Cabeças, e o filme foi muito bem recebido por público e crítica. Se você não viu, vale a pena, garanto! Mas vá sem a expectativa de ver um filmão. As melhores coisas do mundo é um filme despretensioso, mas muito bem feito. E é isso que o pôs nessa lista.

(Abaixo, algumas críticas bacanas do filme. Tem o trailler em uma delas)

http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_filme=8960&aba=detalhe
http://www.omelete.com.br/cinema/critica-melhores-coisas-do-mundo/
http://www.fredburlenocinema.com/2010/04/critica-as-melhores-coisas-do-mundo.html
http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/158605/as-melhores-coisas-do-mundo/


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Livro: O Olho da Rua - Eliane Brum


O livro é de 2008, mas li apenas este ano. Descobri na Flip.
O Olho da Rua é um conjunto de reportagens publicado pela jornalista Eliane Brum nas páginas da revista Época, da editora Globo. Após cada reportagem, um comentário da Eliane. Por todas as qualidades que reúne, o livro poder ser considerado uma obra prima do jornalismo brasileiro.
São dez textos que mergulham em temáticas distintas, com um texto apurado e uma sensibilidade rara no jornalismo contemporâneo, tão sufocado por regras quadradas e padrões que nem sempre primam pela qualidade – em nome da tal da objetividade, às vezes abre-se mão de tanta coisa...
Recomendo a todos. Jornalistas ou não. É um livro raro. Uma obra emocionante. Não a toa, Eliane já ganhou mais de 40 prêmios na carreira.

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CD: Quando o Canto é Reza - Roberta Sá e Trio Madeira Brasil


Este ano descobri tanta coisa boa na música brasileira, ouvi tanta coisa diferente, mas foi fácil chegar a esse primor produzido por Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil – e Roque Ferreira, claro – como a melhor coisa que ouvi em 2010.
Arranjos perfeitos. Letras inspiradíssimas. Uma interpretação magnífica (a voz de Roberta está linda como nunca). Aliás, Roberta Sá já deixou de ser “promessa” faz tempo. Quem não conhece, corre pra ouvir essa garota.
Esse CD, o terceiro de sua carreira, canta a Bahia. Em todas as suas nuances, todos os seus personagens, mitos e deuses. É divino!

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Teatro: Cócegas

Esse foi um ano que fui a poucas peças. Pouquíssimas, para ser sincero. Uma pena, adoro teatro. Algumas montagens interessantes, o stand up do Marco Luque engraçadíssimo, mas esse foi o ano de meu encontro com Cócegas.
Já tinha assistido uma vez. E não tinha sido legal. Com meus parafusos, pensei: um dos maiores sucessos da história do teatro brasileiro, aclamado pela crítica, adorado pelo público, e foi tão ruim. Merecia uma segunda vez. E graças a Deus tive a oportunidade de ver de novo.
Heloísa Perissé e Ingrid Guimarães (especialmente) arrebentam. Show de entrosamento e um texto bastante crítico. Engraçado que não tinha notado o quão crítico era o texto da primeira vez que fui. Fiquei impressionado. Adorei cada ironia, cada deboche, cada alfinetada.

OBS.: Senti falta de peças diferentes esse ano em Volta Redonda. Foi um festival de stand up e comédias, apenas.

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Show: Maria Rita / Milton Nascimento

Se meu ano foi fraco no teatro, não posso dizer o mesmo sobre os shows. Graças, principalmente, ao Cultura para Todos assisti a uma dúzia de shows excelentes. Foi a “categoria” mais complicada de chegar a um nome. Afinal, vi Elza Soares, Monobloco, Ana Carolina, Maria Gadú, Arlindo Cruz (!), Ivete Sangalo, D2 – e tenho certeza que esqueci falar de algum (bom) show por aqui...
Foi tão difícil que não consegui chegar a um nome. Foram dois os que me encantaram. E vou dispensar muitas justificativas para minhas escolhas: Maria Rita (artista completa!) e Milton Nascimento (seria pecado ir a um show do Milton e não incluí-lo na lista de melhores).

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TV: Clandestinos, O Sonho Começou - TV Globo


A telinha nossa de cada dia ofereceu bastante coisa bacana este ano, principalmente no segundo semestre. Mas Clandestinos foi, de longe, o melhor. Para mim, ao menos.
O formato, os atores, as histórias (reais), a trilha sonora... tudo ótimo na série da Globo. O episódio do garoto com sua avó é o meu destaque. Mais que especial, emocionante!

22/12/2010

Osso duro de roer

A semana do natal talvez pedisse algo mais leve. Mas o Profissão Repórter da última terça-feira é NECESSÁRIO. Corajoso e um exercício autêntico de jornalismo.

Caco Barcellos é o autor de Rota 66, um livro (maravilhoso) que investiga a atuação da tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, principalmente durante a década de 70. O resultado é estarrecedor e revela um quadro muito preocupante.

No comando do programa, sabia que Caco não ia decepcionar. As reportagens ajudaram a desconstruir uma imagem que Tropa de Elite, proprositada ou despropositadamente, ajudou a consolidar. Caco e sua equipe foram além do que eu supunha ser possível no horário nobre da TV. Desnudaram o rei.

Não podia esperar outra coisa. Afinal, quem escreve um livro como Rota 66, tem uma história a zelar...





03/12/2010

Jornalismo de binóculos

O Alemão tem 400 mil moradores. 600 bandidos. Olhando todas as reportagens (antes da ocupação) parecia o contrário, não?

A população de universitários da Maré é muito superior à de bandidos. Mas as matérias de lá são quase que exclusivamente sobre violência.

Deve ser porque a bala cortando o céu é a única coisa que se vê a partir do asfalto. O barulho do tiro, a única coisa que se ouve.

E o jornalismo brasileiro ainda se faz do asfalto, ainda não experimentou atravessar a “fronteira”. Vê com binóculos – e aí a imagem tende a estar embaçada.

Mas o jornalismo de verdade precisa estar perto das pessoas. É nisso que eu acredito. É pra isso que estou me formando.

22/11/2010

O show é nosso. Ou: o show somos nós!

15 minutos de fama. Esse foi o prognóstico de Andy Wahrol sobre as gerações futuras, ainda na década de 60. A previsão foi prontamente atendida pela juventude deste início de século – só que as aspirações dessa nova geração, de blogueiros e twitteiros, está muito além da fama, simplesmente. Agora eles querem é ser alguém. Mais que mostrar seus talentos, querem mostrar o que pensam, como são.

Aliás, não sei porque uso “eles”. Somos nós! Estamos nos constituindo em uma outra via, alternativa, por onde hoje circulam as informações. Não queremos apenas ler notícias, conhecer as versões dos grandes veículos. Agora, podemos – e queremos – dar a nossa versão, ajudar na construção do conteúdo.

O exemplo máximo dessa nova forma de fazer comunicação é o blog (seja este aqui, em que posto agora, ou o microblog twitter e toda a revolução que ele trouxe). Mas não são apenas as páginas pessoais que estão transformando a comunicação – e o jornalismo, especificamente.

Sites como Overmundo, Observatório de Favelas e até mesmo (por que não?) o Eu, Repórter, do O Globo, demonstram bem essa nova realidade que estou falando. Ainda que com objetivos diferentes, sobretudo no caso do Eu, Repórter, a novidade de cada um desses sítios é a mesma: passamos de leitores passivos a sujeitos ativos na narrativa dos fatos, opiniões, versões.

Também é possível aqui fazer referência a canais como o YouTube ou o MySpace; as redes sociais, como o Facebook; ou ambientes virtuais como o Second Life. Em todos esses espaços, no fundo está o desejo humano de significar (sim, tentei falar como um intelecutal agora, rs).

No livro O Show do Eu, a pesquisadora brasileira Paula Sibilia discorre sobre essa mudança de paradigma na comunicação do século XXI. Vale a pena clicar no site do livro, que dá uma mostra bem bacana de tudo que estou discutindo aqui. Tem o primeiro capítulo da obra para baixar também.

Da pra ter um panorama geral dessa mudança. Mas, sinceramente, acho que nem precisamos de um guia para entender as transformações. Afinal, somos os protagonistas dessa nova era e estamos ligados, plugados, conectados com as novidades deste Admirável Mundo Novo...